As Notas Técnicas sobre temas relacionados à Covid-19 elaboradas por grupos de pesquisa do Cedeplar, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, e divulgadas ao longo das últimas semanas foram reunidas e estão disponíveis para consulta na maior base bibliográfica da área de economia, o RePEc.

 

Acaba de ser divulgada  a Nota Técnica "Desafios e propostas para enfrentamento do COVID-19: território, escala e planejamento", assinada pelos professores Anderson Cavalcante e Bernardo Campolina, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ela discute os impactos econômicos da pandemia do COVID-19 sobre as regiões brasileiras e, em especial, sobre a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

A UFMG lançou na última semana, juntamente com o Instituto dos Advogados de Minas Gerais, uma campanha para arrecadar recursos para aquisição de medicamentos, insumos, equipamentos e contratação de serviços destinados ao Hospital das Clínicas da UFMG, ao Hospital Risoleta Tolentino Neves e à UPA Centro-Sul, os dois últimos gerenciados pela Universidade e pela Fundep, sua fundação de apoio.

O dinheiro arrecadado será gerenciado pela Fundep e utilizado no atendimento às vítimas diagnosticadas com Covid-19 e síndromes respiratórias agudas e demais emergências. Até este momento, já foram doados mais de R$ 256 mil. A meta é chegar aos R$ 5 milhões.

Interessados em contribuir poderão transferir qualquer valor para o Banco do Brasil (001), agência 1615-2, conta corrente 960.419-7 (CNPJ da Fundep: 18.720.938/0001-41). Quem desejar doar bens ou equipamentos poderá entrar em contato com a Diretoria de Cooperação Institucional da UFMG por meio do telefone (31) 3409-4555 e do celular (31) 99306-0348 ou do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A campanha de financiamento coletivo de apoio aos hospitais conta ainda com o apoio institucional da Justiça Federal de Minas Gerais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Minas Gerais, da Associação do Ministério Público de Minas Gerais e da Associação dos Juízes Federais de Minas Gerais.

Mais informações podem ser encontradas no site da UFMG e na página da campanha.

 

 

Os professores do Departamento de Ciências Econômicas da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG divulgaram nesta sexta-feira, 27/03, um manifesto sobre a crise criada pela pandemia de coronavírus, suas consequências econômicas e sociais e as políticas públicas que devem ser adotadas.

Assinam o manifesto todos os atuais docentes do Departamento, bem como professores aposentados.

O texto está publicado em https://tinyurl.com/manifesto-economia-UFMG

 

Manifesto dos professores de economia da FACE-UFMG

Professores e pesquisadores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG e do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). divulgaram a nota técnica Análise de demanda e oferta de leitos hospitalares gerais, UTI e equipamentos de ventilação assistida no Brasil em função da pandemia da Covid-19: impactos microrregionais ponderados pelos diferenciais de estrutura etária, perfil etário de infecção e risco etário de internação, em que apresentam uma simulação da oferta e demanda por leitos e respiradores por microrregiões de saúde, levando em consideração as diferenças na estrutura etária observadas entre as microrregiões de saúde. Foram consideradas também as diferenças no perfil etário de infecção e no risco etário de internação hospitalar (geral e UTI).

A equipe responsável pelo trabalho é composta dos pesquisadores Kenya Noronha, Gilvan Guedes, Cássio Turra, Mônica Viegas Andrade, Laura Botega, Daniel Nogueira, Julia Calazans, Lucas Carvalho, Pedro Amaral -- todos do Cedeplar/FACE/UFMG -- e Luciana Servo, do Ipea.

As simulações mostram que o sistema de saúde brasileiro não comporta uma rápida escalada dos casos graves de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Em um mês (até o fim de abril), se 0,1% da população em algumas microrregiões de saúde do Brasil estiver infectada já haveria sobrecarga dos leitos UTI. Caso o percentual da população infectada em cada microrregião atingisse 1% em um mês, o sistema entraria em colapso, com 53% das microrregiões de saúde operando além de sua capacidade.

Para as principais conclusões do trabalho, com detalhes sobre as previsões de sobrecarga de leitos gerais, leitos de UTI e aparelhos de ventilação mecânica podem ser encontradas neste resumo executivo e na íntegra do documento. Confiram também a matéria de divulgação publicada no site da UFMG.