Professores e pesquisadores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG e do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). divulgaram a nota técnica Análise de demanda e oferta de leitos hospitalares gerais, UTI e equipamentos de ventilação assistida no Brasil em função da pandemia da Covid-19: impactos microrregionais ponderados pelos diferenciais de estrutura etária, perfil etário de infecção e risco etário de internação, em que apresentam uma simulação da oferta e demanda por leitos e respiradores por microrregiões de saúde, levando em consideração as diferenças na estrutura etária observadas entre as microrregiões de saúde. Foram consideradas também as diferenças no perfil etário de infecção e no risco etário de internação hospitalar (geral e UTI).

A equipe responsável pelo trabalho é composta dos pesquisadores Kenya Noronha, Gilvan Guedes, Cássio Turra, Mônica Viegas Andrade, Laura Botega, Daniel Nogueira, Julia Calazans, Lucas Carvalho, Pedro Amaral -- todos do Cedeplar/FACE/UFMG -- e Luciana Servo, do Ipea.

As simulações mostram que o sistema de saúde brasileiro não comporta uma rápida escalada dos casos graves de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Em um mês (até o fim de abril), se 0,1% da população em algumas microrregiões de saúde do Brasil estiver infectada já haveria sobrecarga dos leitos UTI. Caso o percentual da população infectada em cada microrregião atingisse 1% em um mês, o sistema entraria em colapso, com 53% das microrregiões de saúde operando além de sua capacidade.

Para as principais conclusões do trabalho, com detalhes sobre as previsões de sobrecarga de leitos gerais, leitos de UTI e aparelhos de ventilação mecânica podem ser encontradas neste resumo executivo e na íntegra do documento. Confiram também a matéria de divulgação publicada no site da UFMG.

 

Face Educa, projeto de extensão da Faculdade de Ciências Econômicas (Face), vai postar vídeos no YouTube com conteúdos de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Durante o período de quarentena, o cursinho popular disponibilizará, a partir de segunda-feira, 30 de março, videoaulas, aulas ao vivo e atividades de interação com os participantes.

“Estávamos com 50 alunos matriculados e uma semana de revisão de conteúdo em pleno andamento quando a quarentena começou”, conta João Pedro, diretor de Comunicação do projeto. 

Os vídeos serão feitos em casa, com a estrutura de que os professores dispõem. Os profissionais são os mesmo da versão presencial do curso. “Como tínhamos mais de um professor para quase todas as matérias, conseguimos garantir que, ao menos um deles, se sentisse confortável para gravar os vídeos”, revela João. Os alunos com matrícula presencial terão acompanhamento por monitorias on-line, por meio do WhatsApp, hangouts e e-mail. As atividades são gratuitas.

Democratização
O Face Educa nasceu em agosto de 2019 com a missão de contribuir para a democratização do acesso ao ensino superior e ajudar na transformação do Brasil. “Falamos muito sobre o poder da educação na vida das pessoas, mas, na condição de universitários, pouco fazemos para conceder acesso aos mais pobres que dependem exclusivamente do ensino público para se prepararem para o Enem”.

O projeto conta com cerca de 20 monitores, 18 professores e 14 gestores internos, distribuídos nas áreas pedagógica, financeira, recursos humanos, de marketing e de parcerias. Os professores e monitores são alunos em formação e formados pela UFMG na graduação ou pós-graduação.

As aulas do programa podem ser acompanhadas no canal do Face Educa no YouTube.

Professores da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG divulgaram a nota técnica A pandemia do coronavírus no Brasil: demanda emergencial de setores relacionados à saúde e impactos econômico, em que discutem os efeitos positivos que o incremento emergencial da demanda por serviços e produção de equipamentos de saúde pode ter sobre o PIB e a geração de empregos.

Os autores do estudo -- professores Edson Paulo Domingues, Débora Freire Cardoso e Aline Souza Magalhães -- defendem que se deve “investir, gastar e influenciar a atividade econômica para salvar vidas e, ao mesmo tempo, recuperar a economia por meio de instrumentos que só o poder público possui, em especial o Governo Federal”. 

Com base em modelo de simulação para a economia brasileira desenvolvido pelo Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental Aplicada do Cedeplar, os pesquisadores estimaram que um gasto de R$ 60 bilhões por parte do governo aumentaria em 10% a produção de cinco setores – saúde pública, saúde privada, produtos farmacêuticos, artigos de limpeza e equipamentos hospitalares e teria impactos como a expansão de 0,8% do PIB e de 1% no emprego total (o equivalente a quase 600 mil novas ocupações).

Leia a matéria de divulgação do estudo no site da UFMG.

 

 

 

 

Com a suspensão das aulas, a partir do dia 18/03, e das atividades administrativas presenciais, a partir do dia 23/03, o trabalho dos setores administrativos e acadêmicos da Faculdade de Ciências Econômicas passou a ser feito na modalidade remota.

Recomenda-se enfaticamente que seja evitado o fluxo de pessoas no prédio da Faculdade (ver as orientações para situações excepcionais).

Para entrar em contato com os setores e demandar informações e serviços, os interessados devem valer-se prioritariamente de mensagens por correio eletrônico, que podem ser enviadas a partir dos seguintes formulários:

 Para contato com as secretarias de Pós-graduação, favor consultar as páginas dos Programas de Pós-graduação:

Alunos intercambistas e professores e alunos no exterior devem buscar orientação junto a Diretoria de Relações Internacionais da UFMG.

Para contatos com o Cedeplar e com a Fundação Ipead, favor consultar os respectivos sites.

 

 

Tendo em vista a suspensão das aulas e das atividades administrativas presenciais na UFMG, o acesso ao prédio da Faculdade de Ciências Econômicas (FACE) será restrito.

Recomendamos enfaticamente que seja evitado o fluxo de pessoas no prédio.

A partir deste sábado, 21/03/2020, e por tempo indeterminado, o acesso será permitido apenas:

1. aos servidores docentes e técnico-administrativos mediante a apresentação da identificação funcional (crachá);

2. aos funcionários terceirizados, funcionários do Ipead, e responsáveis pela cantina, xerox e outros serviços, mediante a apresentação da identificação funcional;

3. aos alunos, em caráter excepcional, quando sua presença for solicitada pelas secretarias acadêmicas ou administrativas, mediante autorização de acesso previamente concedida pelo Setor de Serviços Gerais.

 

 

 

 

A Pró-Reitoria de Recursos Humanos da UFMG, considerando os novos protocolos de distanciamento social adotados pelo governo federal e pela prefeitura municipal de Belo Horizonte, especialmente o Decreto Nº 17.304, de 18 de março de 2020, em função do avanço da pandemia do coronavírus (COVID-19), informou na manhã de hoje, 20/03, por meio do ofício circular n° 011/2020/PRORH/UFMG, a suspensão das atividades administrativas de forma presencial e orientou o planejamento de trabalho remoto na UFMG.

Sendo assim, os setores administrativos da FACE devem rever seu planejamento, de modo a garantir que as atividades passem a ser feitas na modalidade de trabalho remoto.

Doravante, necessidades especiais de trabalho que requeiram a presença dos servidores serão tratadas como excepcionalidades. Demandas deste tipo devem ser encaminhadas pelos setores administrativos e secretarias à Diretoria da Faculdade, para avaliação e deliberação.